quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sobre a igualdade

"No Tibete, os condenados não são desprezados nem considerados párias. Todos nós sabemos que muitos de nós seríamos condenados se as nossas faltas fossem descobertas e por isso os que são atingidos por esse infortúnio são tratados com compaixão."
T. Lobsang Rampa


Queridos amigos, desculpem minha ausência, mas ela foi necessária. Estarei voltando a postar com frequência. Saudades desse cantinho e das pessoas luminosas que passam por aqui... Deixo vocês com essa linda reflexão do monge tibetano T. Lobsang Rampa (em breve vocês saberão um pouquinho mais sobre ele).
Beijos cheios de luz e até mais!

Cibele Oliveira

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pequeno pulsar


Somente os homens sábios sabem apreciar o silêncio, pois é através dele que toda a verdade é revelada. O silêncio de um choro, o silêncio do matraquear da mente... Será que no pleno silêncio do ser descobrimos quem somos?

Cibele Oliveira

sábado, 3 de outubro de 2009

Um estranho conhecido!

Foi um longo período de aquietação e observação. Pude rever um estranho conhecido, há muito esquecido. Hoje, ele sussurra em meu ouvido, sempre que eu esqueço, que existe um longo, longo caminho. Soa como o primeiro som numa primavera silenciosa.
No inicio, me perguntava quem era esse ser desconhecido que vivia dentro de mim, que sempre me alertava, me guiava. Quando eu abria meus olhos eu não podia vê-lo, mas o sentia profundamente. Nós demos as mãos e continuamos com a linda dança... Da vida.
Um dia, conversando com ele, perguntei o motivo do nosso reencontro. Ele então me disse que é o amor que nos leva de volta pra casa e nos deixa despertos. Era eu a princesa que dormia?

Cibele Oliveira.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mudanças!


Em nossa vida nos deparamos com algumas situações que pensamos não ter solução. Quando paramos para refletir sobre o que aconteceu, só conseguimos pensar no quanto somos frágeis e nos sentimos fracos, sem força pra continuar. Pensamos no quanto algumas pessoas nos machucaram e que até hoje parecem machucar. Ficamos tão magoados, tão tristes, tão desesperados... Pensamos: Será que um dia essas pessoas irão mudar?
É preciso sair do casulo e perceber que a nossa vida só muda se NÓS mudarmos. Isso engloba mudança na postura, no agir e principalmente no pensar. Sempre nos colocamos como vítimas da situação e o outro está sempre errado. NÓS somos responsáveis por nossas atitudes e ninguém arcará com elas. Se quisermos, mudamos tudo. O caminho das coisas geralmente e naturalmente leva ao Tudo. É preciso saber perdoar o outro e a si mesmo... É preciso, principalmente, compreender. Sem compreensão não há perdão, nem respeito pelas escolhas alheias.
Mudando, enxergamos as coisas de um aspecto diferente. As cores começam a te atrair de tal forma que às vezes se sente que você e elas são a mesma coisa. Percebe-se que aquela flor já não tem o mesmo cheiro de antes, que aquela paz e tranquilidade possuem outro significado, que o amor agora não é algo distante e estranho. O Amor agora vem de dentro e ultrapassa qualquer barreira que se possa imaginar.

Cibele Oliveira.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sobre os caminhos


As paisagens da estrada me trazem recordações. O vento passa e com ele sussurros deixam em meus ouvidos doces palavras. Continuo a caminhar e encontro duas caixas, ambas muito brilhantes. Olho para trás e encontro uma criança sentada, me observando, esperando para saber qual seria a minha escolha. Sentei-me a seu lado e ficamos, as duas, a observar as caixas em silêncio. Estava aflita, não conseguia me decidi, então pedi que me mostrasse qual caixinha era melhor. A criança, então, me disse:
- Olhe, mas não com os olhos físicos. Olhe com os olhos do coração. Não posso te dizer qual caixa é a melhor, pois estaria escolhendo por você. Lembre-se, só você é responsável por suas escolhas, porque só você sabe o que precisa para ser feliz, para crescer.
Levantei-me e peguei uma das caixinhas. Olhei para trás e a criança tinha ido embora. No mesmo momento uma brisa suave acariciou meu rosto. Não tinha dúvidas, era a criança, aquele sábio anjinho. Abri a caixa... Foi o mais lindo presente que poderia receber: a compreensão. Todo o meu ser se irradiou de felicidade e agradecimentos.

Cibele Oliveira.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Selos!

Recebi dois selos da Maria Izabel, do maravilhoso blog "Memórias de Vidas Passadas". Izabel sempre deixa por onde passa esse frescor de compaixão e Amor. Agradeço de todo coração, não só por esses selos mágicos, mas por ser essa pessoa linda e cheia de luz.

Esse selo deve ser repassado a outros cinco blogs e responder as perguntas. Indico:
Algo se perdeu na tradução
;
Um mundo colorido;
Lucia Campos Virtual;
A paz nossa de cada dia;
Isa Grou
Perguntas:
1. Uma música mágica: Gosto de tantas músicas e acho todas mágicas. Mas tem uma que eu adoro, me transporta, me deixa mais leve. O nome da música é Bonny Portmore da Loreena McKennit.
2. Um filme mágico: Assisti um filme que eu tenho certeza que nunca irei esquecer- Sociedade dos poetas mortos. Incrivelmente mágico.
3. Uma viagem mágica: A maior e a mais bela viagem que poderemos fazer é para dentro de nós mesmos. Com certeza, é uma viagem mais do que mágica.

Nesse mundo virtual criam-se elos de amor, de fraternidade, de paz. Todos estamos ligados e aqui é só mais uma forma de estarmos juntos, conectados, trocando informações, sempre em prol do crescimento e evolução. Esse selo é sobre pessoas que se importam com o "sentir" do outro, com suas palavras. Pessoas que compreendem, que ajudam. Indico:
Lucia Campos Virtual
Momentos recortados
Um mundo colorido
Viajantes alados
Dimensões internas
Isa Grou
Memórias de vidas passadas (Sim, para você, de novo.)
Como regras, tem algumas perguntas a serem respondidas:
1. Quando recebe comentários o que sente? Sinto-me muito feliz, porque estamos trocando opiniões e informações de uma forma totalmente construtiva. E, acima de tudo, estamos fortalecendo os laços de luz e fraternidade.
2. Você responde os comentários individualmente ou costuma responder de maneira geral? De forma individual.
3. Costuma visitar os Blogs que te visitam? Sim, com toda certeza. Nossos encontros por aqui não são por acaso.
4. Se tivesse que escolher um(a) único(a) blogueiro(a) para descrever o exemplo de atenção com os amigos(as), quem seria? Maria Izabel. Na verdade, todos os amigos blogueiros são exemplos de atenção e amor. Mas como nessa postagem eu já estava falando da queridíssima Maria, aqui vai mais um.
5. Todos os(as) blogueiros(as) conheceu pela Internet ou conheceu algum(a) pessoalmente? Não, conheço alguns blogueiros pessoalmente. O mais importante é que todos estamos juntos em espírito, unidos em um só laço de luz.

Cibele Oliveira.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Para refletir - O caminho do Dharma


Na cidade de Savatthi, no norte da Índia, Buda mantinha um grande centro onde as pessoas vinham meditar e ouvi-lo discorrer sobre Dharma. Todas as noites, um jovem aparecia para ouvir suas palestras. Durante anos ele apareceu para ouvir as pregações de Buda, mas nunca colocou em prática qualquer dos ensinamentos recebidos. Até que certa noite, chegando um pouco mais cedo, encontrou Buda sozinho. Aproximando-se, interpelou-o:
- Senhor, tenho uma pergunta que fica surgindo em minha mente e provocando dúvidas.
- Oh, não deve haver dúvidas no caminho do Dharma. É preciso esclarecê-las. Qual é a sua pergunta?
- Senhor, há muitos anos que venho ao seu centro de meditação, e reparei que há um grande número de reclusos ao seu redor, monges e freiras, e um número ainda maior de leigos, homens e mulheres. Alguns deles vêm aqui há anos e posso ver com clareza que alcançaram o estágio final; é bastante óbvio que se encontraram plenamente liberados. Posso ver também que outros experimentaram uma certa mudança em suas vidas. Também eles se liberaram. Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, dentre as quais me incluo, que permanecem como eram, ou estão talvez piores. Não mudaram em nada, ou não mudaram pra melhor. Por que há de ser assim, senhor? As pessoas vem procurá-lo, um grande homem, plenamente iluminado, um ser poderoso e compassivo. Por que o senhor não usa seu poder e a sua compaixão para liberá-las todas?
Buda sorriu e perguntou:
- Meu jovem, onde você mora? Qual é sua terra natal?
- Moro aqui em Savatthi, senhor.
- Sim, mas seus traços mostram que você não é desta parte do país. De onde veio? Onde nasceu?
- Sou da cidade de Rajagaha, senhor. Vim pra cá e me estabeleci em Savatthi há alguns anos.
- E rompeu todas as ligações com Rajagaha?
- Não, senhor, ainda tenho parentes lá. E amigos também. Faço negócios em Rajagaha.
- Então, deve ir e vir de Rajagaha com bastante frequência?
- Ah, sim. Várias vezes por ano eu visito Rajagaha e retorno a Savatthi.
- Tendo ido e voltado tantas vezes, tendo percorrido tantas vezes o caminho daqui a Rajagaha, você conhece bem o percurso.
- Sim, senhor. Conheço a estrada perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Rajagaha, tantas vezes o percorri.
- Deve acontecer então que as pessoas lhe procuram para que lhes explique como chegar daqui a Rajagaha. Você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes o caminho sem evasivas?
- O que haveria para esconder, senhor? Eu explico o mais claramente possível. Explico-lhes o caminho de maneira a não deixar dúvidas.
- E essas pessoas a quem você dá explicações tão claras, todas elas chegam a Rajagaha?
- Como poderiam, senhor? Somente aquelas que percorrem todo o caminho até o fim é que chegarão a Rajagaha.
- É isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vem a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho daqui até o Nirvana e sabendo que o conhecem bem. Elas vem a mim e perguntam qual é o caminho para o Nirvana e a liberação. E o que há para esconder? Eu explico claramente: Esse é o caminho. Se alguém apenas abana a cabeça e diz "Bem dito, muito bem dito, um excelente caminho, mas não vou dar um passo nele; um caminho excelente, mas não vou me dar ao trabalho de percorrê-lo", como essa pessoa poderá atingir o destino final? Eu não carrego ninguém nos ombros até o destino final. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o destino final. No máximo, com amor e compaixão, é possível dizer: "Bem, esse é o caminho e é assim que eu o percorro. Se você também trabalhar, se você também caminhar, certamente atingirá o destino final." Mas cada pessoa deve percorrê-lo por si, deve dar cada um dos passos ao longo do caminho por si. Aquele que deu um passo no caminho está um passo mais próximo do destino. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Quem deu todos os passos do caminho atingiu o destino final. Mas cada um tem de percorrer o caminho por si mesmo.
Revista TheoSophia
Caros amigos, espero que essa mensagem tenha iluminado seus corações, assim como iluminou o meu.
Cibele Oliveira.